6 dicas essenciais para realizar um teste de penetração de qualidade

Personas trabajando en código
Este artigo apresenta seis etapas essenciais para realizar testes de penetração de alta qualidade e garantir que os sistemas da sua empresa estejam protegidos contra ataques cibernéticos. Aprenda a identificar vulnerabilidades e fortalecer a segurança cibernética com testes de penetração eficazes.

A digitalização dos negócios, além de otimizar processos e fluxos de trabalho, criou a necessidade de manter seus sistemas seguros para prevenir potenciais ataques cibernéticos que poderiam resultar em interrupções de serviço, perdas financeiras ou violação de dados confidenciais. De acordo com dados de Incibe, Só no ano passado, foram detectados mais de 183 mil sistemas vulneráveis na Espanha. Isso torna a cibersegurança um ativo essencial para empresas de todos os portes e setores. 

Uma das melhores ferramentas para verificar a segurança de um sistema é o pentesting, ou teste de penetração. Isso envolve simulações de ataques cibernéticos realizadas por hackers éticos (também chamados de hackers de chapéu branco), especialistas em TI capazes de descobrir falhas em sistemas que poderiam permitir que um usuário malicioso os acessasse e realizasse qualquer tipo de ação. O objetivo dessas simulações é encontrar vulnerabilidades potenciais nos sistemas para que a empresa possa corrigi-las, aumentando assim sua segurança. 

6 dicas essenciais para um bom teste de intrusão qualidade

Testar a segurança do sistema é uma das melhores práticas que as empresas podem implementar para verificar suas defesas. No entanto, os testes de penetração não podem ser feitos arbitrariamente; eles devem seguir certas etapas para garantir que sejam realizados corretamente. Estes são os seis elementos-chave que todo teste de penetração deve atender: 

1. Planejamento e preparação 

O primeiro passo é acordar com o cliente quais ativos serão avaliados. É essencial definir precisamente quais dispositivos, sistemas, redes ou aplicações serão testados e obter todas as permissões necessárias para evitar potenciais problemas. Portanto, é crucial que o testador de penetração se limite a atacar os ativos previamente acordados. Além disso, o tipo de teste a ser realizado deve ser definido com base nas informações prévias disponíveis para o hacker ético. Nesse caso, três tipos de teste de penetração podem ser definidos: 

  • Caixa preta: O atacante não possui informações prévias nem permissões para simular um ataque externo real. 
  • Caixa cinza: O pentester possui algumas informações sobre os sistemas, mas precisa puxar o fio da thread para obter acesso completo. 
  • Caixa branca: A empresa fornece informações completas e acesso irrestrito aos sistemas avaliados. Este é o teste mais abrangente disponível. 
2. Reconhecimento 

Após o cliente concordar com os ativos que serão avaliados e o tipo de teste de penetração a ser realizado, o profissional inicia a coleta e classificação de todas as informações necessárias para a execução do teste. Essa fase é especialmente importante no caso de testes de caixa-preta, pois o pentester começa sem informações prévias e precisa criar um mapa mental dos ativos a serem alvos e de quaisquer pontos cegos potenciais. Uma das técnicas mais utilizadas nessa fase é a coleta de informações disponíveis em fontes abertas, conhecida como OSINT. 

3. Escaneamento e enumeração 

Neste ponto, o testador de penetração inicia a varredura dos sistemas enviando solicitações para identificar vulnerabilidades nos ativos em teste. Isso envolve a varredura de portas e vulnerabilidades, bem como a busca por diretórios e recursos, utilizando ferramentas especializadas como Nmap, Burp Suite, Nessus ou SQLMap. O uso de ferramentas automatizadas é crucial nesta etapa, pois realizar essa varredura manualmente poderia ser muito demorado para o atacante. Uma vez que todos esses pontos de entrada potenciais tenham sido identificados e listados, o testador de penetração está pronto para passar para a próxima fase. 

4. Exploração 

Esta é a fase mais crítica do teste de penetração, pois o hacker ético examinará as vulnerabilidades detectadas para tentar explorá-las. O objetivo é determinar a extensão do acesso ao sistema e quais ações podem ser realizadas uma vez dentro dele. Isso pode incluir a execução de código malicioso, a obtenção de credenciais ou a possibilidade de roubar ou modificar dados confidenciais da empresa. Mais importante ainda, o pentester deve ser capaz de determinar o impacto potencial dessas vulnerabilidades na empresa e que tipo de ações um cibercriminoso poderia realizar caso conseguisse infiltrar seus sistemas. 

5. Pós-exploração 

Uma vez implementadas as vulnerabilidades exploradas, o atacante passa a definir o nível de acesso obtido e a analisar, desta vez internamente, quais outras vias poderiam conceder acesso às partes restantes do sistema analisado. Além disso, ele pode explorar as possibilidades de movimentação lateral ou a criação de backdoors ou canais ocultos para facilitar acessos futuros. O objetivo desta fase é compreender o impacto potencial de todas as vulnerabilidades descobertas. 

6. Relatórios e recomendações 

Após avaliar o sistema, o profissional de testes de penetração deve elaborar um relatório detalhado, categorizando por nível de importância as vulnerabilidades encontradas, os vetores de entrada, os tipos de métodos de exploração utilizados para acessar e comprometer os ativos e o alcance potencial de um atacante real em caso de intrusão. O relatório também deve incluir recomendações para mitigar essas vulnerabilidades. É crucial que este relatório seja claro e abrangente para que o cliente compreenda plenamente o estado de seus ativos e possa desenvolver um plano de ação para solucionar todas as vulnerabilidades identificadas. 

Simule um ataque para melhorar suas defesas. 

Como vimos, o teste de penetração é um serviço abrangente de análise de segurança para os sistemas de computador das empresas. Ao utilizar técnicas semelhantes a cenários do mundo real, as equipes de TI das empresas podem avaliar com precisão o nível de segurança de seus ativos e identificar e corrigir vulnerabilidades potenciais que poderiam permitir o acesso de usuários maliciosos ou cibercriminosos, causando interrupções de serviço ou a obtenção de dados confidenciais, o que poderia representar um problema significativo para a empresa. 

A cibersegurança deixou de ser opcional., Por isso, é importante realizar esses tipos de testes periodicamente ou sempre que um novo ativo for implantado, para que possamos reforçar sua proteção. Além disso, a análise de vulnerabilidades tornou-se uma parte muito importante das novas regulamentações de conformidade, como NIS2, DORA, ENS… Excelia Oferecemos um serviço de teste de intrusão Esta análise é conduzida por profissionais de alto nível que poderão testar minuciosamente seus sistemas, fornecendo uma avaliação rigorosa de suas defesas e soluções para quaisquer vulnerabilidades encontradas. Sua empresa está disposta a correr o risco de ter seus ativos comprometidos? 

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